segunda-feira, 10 de junho de 2013

“Política contra a pólis” cita tentativa de censura ao SINDIFISCO-MG

Veículo: Estado de Minas
Data: 08 de Junho de 2013

Artigo crítico e reflexivo – “Política contra polís” –, publicado na edição de 8 de junho, do jornal Estado de Minas, no caderno Pensar, que é veiculado todos os sábados, aborda os exemplos, em vários setores, de que a política não respeita a pólis. Entre os exemplos, cita a tentativa de “cerceamento de informação ou censura pela via judicial” do governo de Minas ao SINDIFISCO-MG. O texto é assinado pelo filósofo, psicólogo, pedagogo e jornalista João Paulo Cunha, editor de caderno de Cultura do jornal Estado de Minas há 15 anos.

O artigo destaca, também, que, “no caso específico das tarifas de energia, se o Sindifisco paga para mostrar números públicos e a Cemig paga igualmente para mostrar os seus, caberia ao bom jornalismo dirimir as dúvidas e informar bem o cidadão. Se o debate deixa o espaço editorial para frequentar a fatia comercial, mais uma vez a pólis tem sido denegada por decisões políticas que buscam a capa do tecnicismo.”

João Paulo aborda, ainda, a importante questão da liberdade de informação. “Aliás, o debate sobre liberdade de informação é outro elemento em que se digladiam interesses econômicos e políticos.

 

“Incomodado com as publicações do Sindifisco, governo ingressou com ação judicial para proibir veiculação”, afirma editor de Cultura, no caderno Pensar


Política conta a pólis


Durante os jogos da Copa, os caminhões pesados não vão transitar na BR-381, mas a estrada vai continuar péssima


Tem gente que acha que a política acabou. No terreno da racionalidade econômica, o melhor é deixar a política de lado e tomar decisões responsáveis em nome do bem comum. Em outras palavras, no reino da economia, a política é um entrave. No entanto, o que fica cada vez mais claro em todo o mundo, inclusive no orgulhoso Primeiro Mundo (um conceito tópico que de geopolítico se tornou valorativo), é que a economia não apita nada, sendo mero reflexo de decisões políticas, ainda que invisíveis e pouco democráticas.

Todo ordenamento que vem sendo questionado nas ruas, como as decisões que enxugam a ação do Estado em nome do modelo de lucro financeiro, nada mais é que exercício de dominação política. O desaparecimento do político é expressão de uma superpolítica, que intensifica decisões concentradoras e esvazia, por incrível que possa parecer, o núcleo da própria economia. Se entendemos por economia a forma de organizar a produção e distribuição de riquezas em nome do bem comum, nunca fomos tão pouco econômicos. Os organismos financeiros, hoje, são estruturas políticas, só que não conhecem a democracia, já que se sustentam ideologicamente em valores como liberdade e mercado, inquestionáveis desde que tomados por racionais.

Há algumas décadas, o chamado modelo dos tigres asiáticos era celebrado e exibido em praça pública como exemplo da validade dos propósitos ultraliberais. Hoje, seu fracasso é reduzido a contratempo e ainda se evoca o mesmo modelo para realidades que lutam com muito mais dificuldades e conseguem resultados mais satisfatórios, embora usem instrumentos distributivos que vão na contramão da financeirização, da competitividade extrema e do fundamento no consumo. A implantação de mercados produtores em contextos de desvalorização dos mecanismos de defesa do trabalhador, como a China, em vez de ser visto como prova da ineficiência do sistema, surge como alternativa para redução de custos, ainda que à custa da afronta aos direitos trabalhistas, considerados hoje como entulho protecionista nos chamados países centrais. Ou seja, exporta-se a violência para se importar lucro. Como sintetizou Viviane Forrester em Uma estranha ditadura (Editora Unesp), “o ultraliberalismo quis fazer economia e só fez negócios. Ele quis fazer negócios e só fez especulação”.

Com isso, o que se observa hoje não é o esquecimento da política, mas sua exacerbação em nome de interesses específicos. O mundo e o Brasil não estão menos politizados, mas na verdade se encontram politizados ao extremo. Extremo conservadorismo. Entender algumas ações aparentemente corriqueiras emanadas do Estado e de seus aparelhos ideológicos (nunca o conceito de Althusser foi tão exato, sobretudo no mais orgulhoso deles, a imprensa) é uma forma de recuperar a necessidade de uma dimensão verdadeiramente democrática da vida social. A política, hoje, joga contra o patrimônio, como dizem os locutores esportivos. A política não respeita a pólis.

Os exemplos são muitos, em vários setores. Mais que crítica de ações pontuais ou decisões de governos específicos, são comprovação da tese da indisponibilidade democrática das decisões de caráter “econômico”. Quando se anunciam ações que dizem respeito à vida da sociedade, com o fundamento que se trata de atitude voltada apenas para a regulação dos mercados ou do funcionamento racional da economia, é preciso fazer soar a campainha da desconfiança. A política é importante demais para não ser nomeada. Quando se torna invisível, seja em função do apelo do mercado ou da justiça como instância final, algo anda mal. A pólis foi posta em escanteio.

Caminhões e tributos

Uma decisão recente, que tem origem no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), quer proibir o trânsito de grandes veículos de carga nas estradas mineiras durante os dias de jogos da Copa do Mundo. A argumentação é que se trata de medida reguladora para uniformizar a fiscalização. Se você não entendeu, não está sozinho. Além da inversão entre prioridades – o funcionamento da economia fica em segundo plano em relação ao evento esportivo –, a medida parece apostar numa desmobilização nacional em razão de outros interesses.

A Copa do Mundo e sua realização no Brasil têm sido alvo de dezenas de decisões afins. O volume de exceções é tão grande que foi preciso articular e negociar uma Lei Geral da Copa para fazer fluir atos de explícita desobediência da legislação corrente. Para que a Fifa, uma empresa privada, pudesse lucrar sem impedimentos, foi liberada a venda de bebidas nos estádios, aprovadas obras sem discussão pública, mudadas regras de tributação isentando empresas estrangeiras, entre outras. Agora querem resolver a questão das péssimas estradas mineiras fechando as cancelas.

Num filme dos irmãos Marx há uma cena impagável em que um deles, ao arrumar a bagagem para viagem, se vê com pedaços de roupa sobrando fora da mala. Não pensa duas vezes: pega a tesoura e decepa mangas de paletó e pernas de calças. O puxadinho legal que está sendo feito para aconchambrar os esbirros da Copa se parece, em essência, com essa solução “marxista”. Já que a lei atrapalha, é só cortar uns pedaços e depois remendar lá na frente. Quando a Copa foi nos EUA, os estádios feitos para outros esportes foram adaptados. Aqui, se jogam no chão arenas prestantes para erguer outras mais caras no “padrão Fifa”. Com relação às estradas, andamos precisando é de melhorias e duplicações, não de proibição de circulação.

Outra medida recente contra a pólis veio da área jurídica do Estado. Incomodada com as publicações do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais (Sindifisco), que cumpre seu papel de tornar públicas decisões na área tributária para esclarecimento do cidadão contribuinte. O governo ingressou com ação judicial para proibir a veiculação das informações. Não se trata de contestação, já que os números são públicos e cobram transparência legal (a maioria deles fornecidos por documentos oficiais), mas de tentativa de impedir a circulação, ainda que na forma de anúncios pagos, numa evocação de cerceamento de informação ou censura pela via judicial.


No caso específico das tarifas de energia, se o Sindifisco paga para mostrar números públicos e a Cemig paga igualmente para mostrar os seus, caberia ao bom jornalismo dirimir as dúvidas e informar bem o cidadão. Se o debate deixa o espaço editorial para frequentar a fatia comercial, mais uma vez a pólis tem sido denegada por decisões políticas que buscam a capa do tecnicismo.

Aliás, o debate sobre a liberdade de informação é outro elemento em que se digladiam interesses econômicos e políticos, só que com sinal trocado. Aqui, em vez de a política subsidiar a economia, são os interesses econômicos das empresas que se traduzem como defesa de valores absolutos do campo político, como a liberdade de informação. O fiador e destinatário deste direito, o público, quase sempre está fora do debate entre regulacionistas e ultraliberais, como se liberdade de imprensa fosse um arranca-rabo entre jornalistas e os donos da voz.

Entrar na justiça

Organizado por um grupo de professores da UFMG, ligados ao Centro de Referência do Interesse Público, está nas livrarias uma coletânea que toca em profundidade em outro aspecto da denegação da política, a exacerbação da justiça, não como valor, mas como instância instrumental. É nesse sentido que se tem falado tanto ultimamente em judicialização da política e politização do Judiciário. 
Recuperar esse debate, de forma ampla e interdisciplinar, é o projeto do livro Dimensões políticas da justiça, que está sendo lançado pela Editora Civilização Brasileira. O livro, organizado por Leonardo Avritzer, Newton Bignotto, Fernando Filgueiras, Juarez Guimarães e Heloísa Starling, segue a linha de outros projetos do mesmo grupo, que mergulharam no debate da corrupção e do republicanismo. Um trabalho coletivo responsável que honra a universidade mineira.

O livro é uma coletânea de mais de 50 ensaios, escritos por especialistas nas áreas de direito, ciência política, comunicação, literatura, história, saúde coletiva e filosofia, que enfrentam a questão a partir de visadas que se somam, como os olhos multifacetados de uma mosca. Um esforço interdisciplinar que se volta para uma pergunta básica: como construir uma concepção política de justiça. Há, como identificam os pesquisadores, diferentes questões políticas, sociais, econômicas e culturais que envolvem a produção da justiça. Dessa forma, se o objetivo é avançar até uma concepção de justiça politicamente orientada, o que dá universalidade é exatamente o interesse público.

Com isso, o livro parte do estudo das diferentes tradições do pensamento político, analisa o ensinamento dos clássicos, estuda as várias escolas jurídicas e filosóficas que trataram do tema. Os artigos cobrem ainda análises sobre a dimensão política e sociológica, percorrem os caminhos dos movimentos inspirados pela ideia de justiça em sua dimensão ética e prática, avalia os movimentos históricos que lutaram pela ampliação da justiça, se aprofunda na dimensão simbólica da justiça numa sociedade como a nossa, marcada historicamente pelo seu avesso, acompanha a mobilização da sociedade em direção ao resgate dos seus princípios.

A justiça, como mostra o livro, é um eterno a caminho de expansão de direitos. Democracia não é só obedecer às leis, mas instituir novos direitos. Há muito o que fazer nos campos da justiça social, ecológica, de gênero, indígena, racial, militar, eleitoral, informativa, trabalhista. E há, sobretudo, a necessidade cada vez mais premente de tornar a justiça justa, por meio de ações que recuperem a origem popular de toda lei e do horizonte moral que as inspira. Dimensões políticas da justiça é um instrumento útil nesse debate, que hoje pode se apresentar como um conflito de poderes republicanos, mas que esconde dimensões muito mais radicais de cisão da sociedade e da política brasileira.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Greve por tempo determinado na educação

Fotografias: Taís Ferreira

Os trabalhadores e trabalhadoras em educação de Minas Gerais deliberaram na tarde dessa quarta-feira (05/06), durante Assembleia Estadual no Pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em Belo Horizonte, por uma greve por tempo determinado nos dias 17, 18, 22, 26 e 27 de junho. No próximo dia 04 de julho acontecerá uma nova assembleia estadual para definir os rumos do movimento.
Cerca de 4 mil pessoas participaram da assembleia e, na sequência, seguiram em passeata até a Praça Sete, no Centro da Capital mineira.
Segundo o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), a categoria quer o pagamento do Piso Salarial retroativo, descongelamento da carreira, atendimento digno no Ipsemg, nomeação de todos os concursados para oscargos vagos, cumprimento de hora-atividade sem o aumento da jornada de trabalho, valorização, respeito e negociação com o governo do Estado de toda a pauta de reivindicações.
Para a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira, os trabalhadores em educação de Minas Gerais, há muito, estão dando sinais de que não agüentam mais o descaso do governo do Estado. “Estamos novamente mobilizados e lutando pela mesma pauta, o que deixa claro o descaso do governo. Por isso, convidamos a todos aqueles não estão satisfeitos com esse tipo de tratamento, que se juntem a nós”.
Calendário
Na assembleia estadual dessa quarta-feira, os trabalhadores em educação de Minas Gerais, aprovam o seguinte calendário de luta:
Junho
·         17 e 18, 22, 26 e 27 – greve por tempo determinado.
·         17, 22 e 26 – Nesses dias haverá jogos da Copa das Confederações e a categoria fará mobilizações estratégicas para dialogar com a sociedade antes das partidas.
·         18 e 27 – Haverá manifestações regionais.
·         19 -  Diálogo com alunos sobre o movimento dos trabalhadores em educação.
·         28 -  Diálogo com alunos sobre o movimento dos trabalhadores em educação.
Julho
·         04  (quinta-feira)  Assembleia Estadual, com greve de 24h, no Pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em Belo Horizonte.
Indignação - Outros fatores deixam indignados os trabalhadores em educação e são situações que vêm se arrastando desde 2011.  Como exemplo a manifestação de mais de 153 mil profissionais da educação que não quiseram o subsídio como forma de remuneração. No entanto, o Governo do Estado impôs a toda a categoria essa condição, contrariando o Acordo assinado pelo governo do Estado, em 27 de setembro de 2011, que negociava o pagamento do Piso Salarial na carreira. “Hoje, os educadores estão em piores condições do que em janeiro de 2011, daí a necessidade constante de fortalecermos a luta”, explica Beatriz Cerqueira.
 O governo do Estado, ao não pagar o Piso Salarial, e também ao não investir os 25% determinados pela Constituição Federal na educação, não só desrespeita os trabalhadores como também desqualifica a educação pública mineira.
 Vale lembrar que, em 2011, quando o Supremo Tribunal Federal decidiu o que deveria ser considerado Piso Salarial Nacional Profissional – era o vencimento básico e não toda a remuneração do professor, a Secretaria de Estado da Educação teve a oportunidade de fazer um processo que pudesse construir o pagamento do Piso Salarial na carreira. “Mas a ausência de atitude da Secretaria e a omissão do Governo do Estado levaram a categoria à maior greve da história de Minas Gerais”, destaca a direção do Sindicato.
 A Secretaria de Educação, por meio da Resolução 2.253/13, aumentou a carga horária do professor criando mais horas de exigência curricular, principalmente, para os professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental. No Ensino Médio, foi prometido coordenador para o projeto “Reinventando o Ensino Médio”, mas, o preenchimento desta função não foi autorizado pela Secretaria. Os Conservatórios de Música continuam com um quadro de pessoal aquém das suas necessidades.
 Intensificar a luta
Diante de tantas promessas vãs e do descaso para com a educação, a direção do Sind-UTE/MG avalia ser necessário intensificar a luta para chamar a atenção de todos para os problemas da educação em Minas. Para dar voz a esse movimento, o Sindicato tem saído às ruas, juntamente com outras entidades de classe para dialogar com a sociedade sobre essa realidade.

Publicado em:  http://www.sindutemg.org.br

Fotografias: Taís Ferreira
























terça-feira, 4 de junho de 2013

Sindicalistas denunciam na ALMG ação cerceadora do governo do Estado

Veículo: Site Assembleia de Minas

Data: 03 de Junho de 2013

Assunto : Sindicalistas denunciam na ALMG ação cerceadora do governo do Estado

Debate foi motivado por processo judicial do governo contra campanha publicitária do SINDIFISCO-MG


Sindicalistas denunciam ação cerceadora do Governo do Estado
Campanha publicitária do Sindifisco foi alvo de ação judicial movida pelo governo.



Sindicalistas que participaram de reunião da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realizada nesta segunda-feira (3/6/13) reclamaram do cerceamento da atividade sindical por parte do Governo do Estado. O debate foi motivado por um processo judicial do governo contra campanha publicitária do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual (Sindifisco-MG).

O presidente do Sindifisco, Lindolfo Fernandes de Castro, mostrou peças da campanha vetada e esclareceu que ela foi fundamentada em três pontos. Primeiramente, a categoria cobra a realização de concurso público para auditores fiscais. “O Governo do Estado não realiza concurso para auditor fiscal há mais de três anos, e o quadro da categoria se encontra defasado”, afirmou. De acordo com a campanha veiculada pelo sindicato, o Governo do Estado teria elaborado uma lei que pode facilitar a entrada de servidores públicos na Receita Estadual, sem que tenham passado por concurso público específico para o cargo.

Foto: Alair Vieira












O segundo ponto que fundamenta a campanha da categoria diz respeito à concessão de benefícios fiscais a empresas privadas. “Parte dos benefícios fiscais são ilegais, uma vez que não teriam sido submetidos ao Conselho Nacional de Política Fazendária, além de não trazer avanços significativos para a população do Estado”, justificou o presidente do Sindifisco.

Por fim, o último ponto da campanha aborda a ineficiência na fiscalização de tributos estaduais. De acordo com as peças publicitárias, a Secretaria de Estado de Fazenda estaria adotando medidas que enfraquecem a fiscalização, como, por exemplo, o fechamento de postos fiscais. “Cerca de 53% do salário do trabalhador é gasto com impostos, e isso não é justo. Esta é uma discussão legítima nossa. Nossa campanha só aborda temas pertinentes à sociedade”.

Vigilância - O coordenador-geral do Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética e de Gás Combustível (Sindieletro-MG), Jairo Nogueira Filho, relatou a vigilância das atividades sindicais por ex-policiais mantidos dentro da Cemig.

Já a coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), Beatriz Cerqueira, afirmou ser prática comum o monitoramento dos eventos promovidos pela entidade. “Toda greve é evitável, basta um processo sério de negociação. Mas o governo prefere não conversar, e sim criminalizar a prática da greve”. Ela citou também uma série de ações punitivas aos participantes de greves e atividades sindicais, como processos administrativos disciplinares, desconto de salários e citações na ficha funcional de professores.

O autor do requerimento da reunião, deputado Rogério Correia (PT), corroborou a fala da sindicalista. “Fui até o Sind-UTE, abordamos esses policiais militares que estavam lá a mando do comando da Polícia Militar. Cheguei a conversar com o comandante sobre isso, mas não tivemos nenhum retorno”, explicou. O presidente da comissão, deputado Durval Ângelo (PT), também defendeu a liberdade de atuação dos sindicatos. “Qualquer atentado à liberdade de organização sindical é um atentado ao Estado democrático de Direito”, afirmou
.


Deputados governistas rebatem acusações

Foto: Alair Vieira
Opiniões dos deputados são divergentes - deputado Lafayette de Andrada (PSDB) rebateu as afirmações do presidente do Sindifisco e disse que a ação judicial do Governo do Estado teria sido motivada por informações incorretas nas peças publicitárias. “Na propaganda, o Sindifisco teria mencionado ilegalidade na isenção de tributação sobre minerais exportados, quando a Lei Kandir, uma lei federal, é que impede a tributação de minerais exportados. O sindicato também afirmou em seus anúncios que empresas financiariam campanha de políticos e posteriormente seriam beneficiadas com isenções fiscais, por meio de chantagem. É contra essa calúnia que o governo entrou na Justiça”, afirmou.

O deputado Sebastião Costa (PPS) opinou que não haveria razão para a realização da reunião, uma vez que a ação do governo pedindo a proibição da veiculação da campanha não teria sido aceita pela Justiça. “Uma vez que houve o indeferimento de antecipação de tutela, não há entendimento de que a decisão judicial impeça a divulgação, e a campanha do Sindifisco deve continuar”, afirmou. O presidente do Sindifisco, Lindolfo Fernandes de Castro, rebateu dizendo que o mérito da ação ainda não havia sido julgado.

Requerimento – Durante o debate, foi aprovado requerimento de autoria do deputado Durval Ângelo para a realização de audiência pública em Piranguinho (Sul de Minas), para discutir o papel da juventude na defesa dos direitos humanos.

Fotografias: Taís Ferreira









































Assembleia Estadual 5 de junho. Sua participação fortalece nossa luta!