segunda-feira, 11 de junho de 2012

Cerca de 400 educadores/as e aposentados/as realizam ato público na Cidade Administrativa

Cerca de 400 aposentados, aposentadas, e trabalhadores/as em educação, coordenados pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), participaram, na manhã de hoje (5/6), de ato público na Cidade Administrativa Tancredo Neves, em Belo Horizonte.

Eles vieram em caravanas de diversas regiões do Estado e denunciam o Governo pela desvalorização da categoria na tabela do subsídio, implantado em janeiro de 2012.  Para exemplificar, uma professora que tinha 25 anos de atividades, com o subsídio, teve apenas seis anos de trabalho reconhecidos.

Na Cidade Administrativa, os trabalhadores/as entregaram um documento nas secretarias de Educação e de Planejamento e Gestão, no qual eles exigem uma revisão de suas respectivas carreiras, principalmente no que diz respeito ao tempo de serviço.

ALMG - No período da tarde, os educadores/as seguiram para a Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais (ALMG). Eles ocuparam as galerias do plenário para chamar a atenção dos parlamentares quanto as reivindicações da categoria.
Ainda na ALMG, os trabalhadores/as exibiram o símbolo da campanha salarial de 2012, que é o prato vazio com os dizeres “A educação tem fome de Piso Salarial, Carreira e de Qualidade”.

Em seguida, os profissionais da educação se reuniram no hall das bandeiras. Na ocasião, a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira, avaliou positivamente as atividades. “Conseguimos dar visibilidade ao nosso movimento e levar o recado ao Governo do Estado de que os/as  aposentados/as não vão aceitar passivamente essa situação”, disse.

Ela acredita que a mobilização dos aposentados fará com que o Governo  responda as demandas do segmento com maior celeridade. Nesse sentido, a direção estadual do Sind-UTE/MG anunciou  que irá realizar no 2º semestre o Encontro Estadual dos Aposentados.

Na ocasião, os representantes do segmento sugeriram alguns assuntos a serem discutidos no encontro, dentre eles estão a situação do Ipsemg, Estatuto do Idoso, atual cenário da educação no país, resgate da luta dos trabalhadores/as, entre outros.


 Fotos: Taís Ferreira



 


 


















sexta-feira, 8 de junho de 2012

8 de junho: 1 ano de histórica resistência


Há um ano, era deflagrada a maior greve dos/as trabalhadores/as em educação de Minas Gerais da história, em tempo e mobilização

8 de junho de 2011. Essa data ficou na memória de todos/as os/as trabalhadores/as em educação de Minas Gerais, pois, há exatamente um ano era deflagrada em todo o Estado a maior greve dos profissionais do ensino público em termos de tempo, número, disposição para luta e resistência.

Uma greve histórica, que durou exatamente 112 dias, vindo a encerrar-se no dia 28 de setembro do mesmo ano, após um acordo com o Governo do Estado (que não foi cumprido pelo mesmo).




Uma greve que mobilizou não só os educadores, mas de toda a classe trabalhadora que luta por um salário digno e valorização da carreira e da profissão frente ao implacável patrão, o Governo. E que reivindicava seu mais legítimo direito: o cumprimento da Lei Federal nº 11.738/2008, que institui o Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN).

E foi justamente pela negligência e descaso do Governo de Minas, que julga ser possível uma educação de qualidade ao pagar como piso ao educador R$ 369,00, não valorizar a carreira e deixar as escolas sem nenhum investimento, que a categoria resolveu se unir e dizer “basta”.

Um movimento extremamente significativo do ponto de vista da unidade e do fortalecimento dos trabalhadores e trabalhadoras em educação. Conquistamos o apoio de vários segmentos de trabalhadores.

Conseguimos furar o ‘bloqueio’ da mídia, que foi forçada a mostrar a greve da educação, coordenada pelo Sind-UTE/MG, estando presente nos noticiários, apesar da força do Governo. Tivemos, mais do que nunca, êxito em nossas manifestações e mobilizações, como os atos na Cidade Administrativa, na Praça Sete (que parou a cidade, para que fôssemos ouvidos), nas rodovias estaduais e federais (MG-010, BR-381), e em cidades históricas como Mariana e Tiradentes.


Decidimos em assembleia pela suspensão da greve no dia 28 de setembro de 2011, mediante acordo do Governo que não cumpriu o assinado, ou seja, pagar o Piso como vencimento básico e na carreira. Pelo contrário, ele implantou um novo modelo de subsídio que congelou a carreira e achatou o salário da categoria. Ainda assim, nosso exemplo de unidade, mobilização e força permanece.

Queremos, junto com a população e com vocês alunos e alunas:
  • levantar nossa voz e, de forma pacífica, mas decidida;
  • cobrar do Governo, mais uma vez, e quantas forem necessárias, que nosso direito está posto por meio de lei federal que institui o  Piso Nacional

Estamos nos mobilizando de novo e na mesma intensidade para valer nossos direitos, na certeza de que, os apoios ao nosso movimento irão crescer paralelamente à indignação das pessoas ao serem informadas da dura realidade da educação mineira.

CONTINUAMOS RESISTINDO E LUTANDO POR UMA EDUCAÇÃO PÚBLICA DE QUALIDADE, PELA CONQUISTA DO PISO SALARIAL E  PELA CARREIRA 

Matéria completa publicada em:  http://www.sindutemg.org.br

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Caravana dos aposentados na Cidade Administrativa

 Fotografias: Taís Ferreira
Cerca de 400 aposentados, aposentadas, e trabalhadores/as em educação, coordenados pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), participaram, na manhã de hoje (5/6), de ato público na Cidade Administrativa Tancredo Neves, em Belo Horizonte.

Eles vieram em caravanas de diversas regiões do Estado e denunciam o Governo pela desvalorização da categoria na tabela do subsídio, implantado em janeiro de 2012.  Para exemplificar, uma professora que tinha 25 anos de atividades, com o subsídio, teve apenas seis anos de trabalho reconhecidos.

Na Cidade Administrativa, os trabalhadores/as entregaram um documento nas secretarias de Educação e de Planejamento e Gestão, no qual eles exigem uma revisão de suas respectivas carreiras, principalmente no que diz respeito ao tempo de serviço.






















 
ALMG - No período da tarde, os educadores/as seguiram para a Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais (ALMG). Eles ocuparam as galerias do plenário para chamar a atenção dos parlamentares quanto as reivindicações da categoria.
Ainda na ALMG, os trabalhadores/as exibiram o símbolo da campanha salarial de 2012, que é o prato vazio com os dizeres “A educação tem fome de Piso Salarial, Carreira e de Qualidade”.
 








Em seguida, os profissionais da educação se reuniram no hall das bandeiras. Na ocasião, a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira, avaliou positivamente as atividades. “Conseguimos dar visibilidade ao nosso movimento e levar o recado ao Governo do Estado de que os/as  aposentados/as não vão aceitar passivamente essa situação”, disse.

Ela acredita que a mobilização dos aposentados fará com que o Governo  responda as demandas do segmento com maior celeridade. Nesse sentido, a direção estadual do Sind-UTE/MG anunciou  que irá realizar no 2º semestre o Encontro Estadual dos Aposentados.

Na ocasião, os representantes do segmento sugeriram alguns assuntos a serem discutidos no encontro, dentre eles estão a situação do Ipsemg, Estatuto do Idoso, atual cenário da educação no país, resgate da luta dos trabalhadores/as, entre outros.

















Texto: Eficaz Comunicação
Fotografias: Taís Ferreira