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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Reflexões do professor Miguel Arroyo






"1/3 hora-atividade é um ganho dos trabalhadores em educação. Sempre pensamos que o estado nos faz favores. Temos que entender que, politicamente, quem obriga o governo a ter outras políticas para a categoria é o próprio movimento docente, operário. Ou seja, os educadores não são sujeitos de direitos que o estado dá, eles são os que criam esses direitos, alarga os mesmos, são sujeitos políticos e de políticas."

terça-feira, 19 de março de 2013

Palestra com o professor Miguel Arroyo




Luta pelos direitos do trabalho, discussão, avaliação e esclarecimentos sobre a legislação estadual sobre a hora-atividade em Minas Gerais. Seminário Estadual de Formação realizado no auditório do Sindieletro/MG no dia 16 de março de 2013 pelo Sind-UTE/MG. A garantia do direito dos trabalhadores em educação ao tempo de formação.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Algumas reflexões sobre a Educação em Minas Gerais





Beatriz Cerqueira *

No processo de ensino-aprendizagem, cotidianamente, realizamos atividades de avaliação para diagnosticar cada aluno, identificando as suas dificuldades e o que aprendeu para dar continuidade ao trabalho. Investimos em metodologias específicas para que ele supere as dificuldades e continue avançando.

Os mecanismos externos de avaliação da educação deveriam ser utilizados como instrumentos de diagnóstico para corrigir políticas e investimentos. No entanto, os resultados recentemente divulgados do Ideb cumpriram a função de marketing para vários governos. Sua divulgação já faz parte do calendário das campanhas publicitárias. Com esta prática, corremos o risco da população ter uma visão, muitas vezes, distorcida da realidade dos indicadores de qualidade da educação.

Este tem sido o comportamento do Governo de Minas, que tratou de utilizar os dados para dar a falsa idéia de que a educação mineira teria uma “fórmula de sucesso”.

No entanto, ao realizar uma análise mais aprofundada dos dados divulgados pelo governo estadual, temos uma compreensão global da política educacional mineira, o que revela uma realidade preocupante.

A primeira questão que merece atenção diz respeito ao acesso à educação básica. Nem todas as crianças e adolescentes têm vaga garantida na rede pública. Um recente estudo do Dieese apurou que, em Minas Gerais, faltam cerca de 1 milhão de vagas no Ensino Médio. São empurrados para a rede privada, que cresceu cerca de 10 % nos últimos anos.

A educação Infantil é outra questão preocupante no Estado. Apenas 35% das crianças de 0 a 5 anos tiveram acesso a uma vaga na rede pública. O estado de Minas Gerais (aqui incluindo políticas municipais) investiu 0,28% do PIB neste nível de ensino.

De acordo com o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), apenas 30,7% dos estudantes da rede estadual encontram-se num estágio recomendável em leitura, 18,8% em nível recomendável em matemática e 25% em nível recomendável em ciências.

No que se refere à qualidade da educação, o estado de Minas Gerais tem resultado abaixo da média da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

De acordo com o Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado (PMDI), a escolaridade média da população adulta mineira é de 6,9 anos. Ainda analisando os dados deste Plano, constatamos que 93,4% das crianças de 6 a 14 anos estão na escola, mas apenas 68% dos adolescentes de 16 anos conseguem concluí-lo, e somente 48,5% dos jovens de 19 anos também.

O nosso Estado, quando comparado à média nacional, tem a pior colocação em qualidade da escola de Ensino Médio: 96% das escolas não têm sala de leitura, 49% não têm quadra de esportes e 64% não têm laboratório de ciências. De acordo com o Censo Escolar 2010 as escolas estaduais mineiras do Ensino Fundamental apresentam uma estrutura de atendimento precária: 76% não possuem laboratório de ciências, 55% não possuem quadra de esporte e 11% não possuem biblioteca.

Uma visita a qualquer escola estadual mineira comprovará as condições de trabalho, carreira e salário dos profissionais da educação: são obrigados a assumir aula de disciplinas sem ter a formação correspondente. Há professores sendo obrigados a assumir a regência de até 8 disciplinas diferentes.

O professor não tem a garantia de 1/3 da sua jornada dedicada a estudo, planejamento e avaliação conforme definido pela lei federal 11.738/08, direitos, vantagens e férias-prêmio são ignorados, projetos são desenvolvidos sem qualquer interlocução com o profissional da educação, o tempo do professor é definido sem a sua participação, o currículo da escola é estabelecido por quem não está na escola, não há um referencial político- pedagógico.

Diferentemente do que afirmou o senador Aécio Neves em recente artigo publicado pelo Jornal Folha de São Paulo, o Governo de Minas não priorizou o que é prioritário. Inúmeros dados revelam uma realidade diferente da qual descreveu. É importante lembrar que desde o seu governo, não se cumpre o mínimo de investimento de 25% em educação e de 12% em saúde.


* Beatriz Cerqueira tem formação em direito, é professora, coordenador-geral do Sind-UTE/MG e presidente da CUT/MG


sábado, 7 de julho de 2012

Curso de Formação Sind-UTE/ MG 30-06-12

Confira o vídeo! 2ª etapa do curso de formação da CNTE (para BH e Grande BH), que tem como eixo “Conjuntura Política e Educacional Mineira”, foi realizado no sábado, 30/06, na sede do SINDIBEL, à Avenida Afonso Pena, 726, 18º Andar, Centro, em Belo Horizonte.

Temas:
- Conjuntura Política Mineira e a Organização dos Trabalhadores em Educação
- O papel pedagógico do Sind-UTE/MG como agente instrumentalizador para o trabalhador em Educação.

Metodologia:
Mesa de Debate, dinâmicas de grupo, exposição de discussão de filme.

Mesas de debates:
1ª mesa: A Conjuntura Política e Educacional Mineira e a Organização dos Trabalhadores em Educação.
Palestrante: educador e  filósofo, MIGUEL ARROYO.
Graduado em Ciências Sociais pela UFMG, mestrado em Ciência Política pela UFMG e doutorado (PhD em Educação) - Stanford University (1976). É Professor Titular Emérito da Faculdade de Educação da UFMG.
Foi Secretário Adjunto de Educação da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, coordenando e elaborando a implantação da proposta político-pedagógica Escola Plural.
Acompanha propostas educativas em várias redes estaduais e municipais do país. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Política Educacional e Administração de Sistemas Educacionais, atuando principalmente nos seguintes temas: educação, cultura escolar, gestão escolar, educação básica e currículo.

2ª mesa: O papel pedagógico do Sind-UTE/MG como agente instrumentalizador para o trabalhador em Educação intervir nos espaços escolares.
Palestrante: Áurea Regina Damasceno
Professora e Coordenadora Pedagógica da RMEBH
Ex-diretora do Departamentode Formação do Sind-UTE
Ex-diretora do CAPE (Centro deAperfeiçoamento dos Profissionais da Educação)
Mestre em Educação pela FAE/UFMG
Doutora em Educação PUC/SP

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Cerca de 400 educadores/as e aposentados/as realizam ato público na Cidade Administrativa

Cerca de 400 aposentados, aposentadas, e trabalhadores/as em educação, coordenados pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), participaram, na manhã de hoje (5/6), de ato público na Cidade Administrativa Tancredo Neves, em Belo Horizonte.

Eles vieram em caravanas de diversas regiões do Estado e denunciam o Governo pela desvalorização da categoria na tabela do subsídio, implantado em janeiro de 2012.  Para exemplificar, uma professora que tinha 25 anos de atividades, com o subsídio, teve apenas seis anos de trabalho reconhecidos.

Na Cidade Administrativa, os trabalhadores/as entregaram um documento nas secretarias de Educação e de Planejamento e Gestão, no qual eles exigem uma revisão de suas respectivas carreiras, principalmente no que diz respeito ao tempo de serviço.

ALMG - No período da tarde, os educadores/as seguiram para a Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais (ALMG). Eles ocuparam as galerias do plenário para chamar a atenção dos parlamentares quanto as reivindicações da categoria.
Ainda na ALMG, os trabalhadores/as exibiram o símbolo da campanha salarial de 2012, que é o prato vazio com os dizeres “A educação tem fome de Piso Salarial, Carreira e de Qualidade”.

Em seguida, os profissionais da educação se reuniram no hall das bandeiras. Na ocasião, a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira, avaliou positivamente as atividades. “Conseguimos dar visibilidade ao nosso movimento e levar o recado ao Governo do Estado de que os/as  aposentados/as não vão aceitar passivamente essa situação”, disse.

Ela acredita que a mobilização dos aposentados fará com que o Governo  responda as demandas do segmento com maior celeridade. Nesse sentido, a direção estadual do Sind-UTE/MG anunciou  que irá realizar no 2º semestre o Encontro Estadual dos Aposentados.

Na ocasião, os representantes do segmento sugeriram alguns assuntos a serem discutidos no encontro, dentre eles estão a situação do Ipsemg, Estatuto do Idoso, atual cenário da educação no país, resgate da luta dos trabalhadores/as, entre outros.


 Fotos: Taís Ferreira