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segunda-feira, 29 de abril de 2013

Ouro Preto, o 21 de abril que você não vê na mídia

No domingo, 21 de abril, paralelamente ao restrito evento da entrega da Medalha da Inconfidência, os sindicatos, fizeram um grande ato nas imediações da Praça Tiradentes, denunciando a maneira com que o governo vem tratando os servidores e serviços públicos: péssimos salários e condições de trabalho, baixos investimentos, desrespeito aos direitos dos servidores e perseguição às lideranças sindicais, entre outros.

 O aparato repressivo impediu que o público participasse da entrega da Medalha da Inconfidência. A própria população de Ouro Preto foi proibida de entrar na praça.

Durante a solenidade, os participantes do Fórum de Defesa dos Serviços e dos Servidores Públicos de Minas Gerais fizeram um "apitaço" no Largo de Coimbra, a cerca de 150 metros do palanque montado na praça. Os manifestantes gritavam "liberdade", "Pátria Livre" e "Fora Anastasia".

Criado inicialmente pelo Sind-Saúde/MG, Sindifisco-MG, Sind-UTE/MG, Sinmed/MG, Sisipsemg, Sindieletro/MG e Sindágua-MG, que juntos representam mais de 80% do funcionalismo estadual, o Fórum contou com a presença de centenas de pessoas e está permanentemente aberto a novas participações com o objetivo de ser um espaço para denunciar e lutar contra as medidas nocivas com que os últimos governos de Minas vêm tratando o serviço público.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

SINDIFISCO-MG e Sind-UTE/MG criticam política remuneratória e tributária do Estado


Presidente do Sindicato prevê que chance de servidor estadual não ter reajuste salarial é real


BOLSO VAZIO
Servidores podem ficar sem reajuste
Em uma previsão do Sindifisco, se houver aumento salarial, ele não alcançará 2%

JACKSON ROMANELLI - 28.3.2007
Lindolfo diz que a chance de não ter o reajuste é real
Com a aprovação da nova política remuneratória em dezembro de 2011, os servidores estaduais de Minas correm o risco de não terem nenhum reajuste salarial neste ano. As previsões, feitas pelo Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais (Sindifisco), apontam que o aumento, se acontecer, deve ser de, no máximo, 2%, abaixo, inclusive, da inflação prevista para 2012, que gira em torno de 5% e 6%.

"Pela evolução da receita neste ano, se for aplicado somente o que determina o artigo 3º da Lei de Política Remuneratória, não haverá reajuste em outubro, data base do aumento anual", avalia Lindolfo Fernandes de Castro, presidente do Sindifisco.

Diversas classes dos servidores do Estado, que foram contrárias à aprovação da proposta do governo no ano passado, acreditam que o projeto foi mais uma medida do Executivo para congelar os salários do funcionalismo. "O governo tem que repor, pelo menos, a inflação. Se for mantida essa política remuneratória, o aumento que tivemos no ano passado será descontado em 2012. Vai ser um arrocho salarial", criticou o sindicalista.

Paralisações

A crítica dos sindicatos contra a política remuneratória do governo de Minas não diz respeito apenas ao congelamento da remuneração, mas também à política tributária.

"Essa política tem que ser revista. Na hora de o Estado estabelecer a política de benefícios fiscais, os servidores não participam. No final, somos nós os prejudicados. E o governo acaba não fazendo nada", disse a coordenadora geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais, Beatriz Cerqueira.

Segundo Beatriz, a classe já tem paralisações agendadas para o segundo semestre deste ano. "O problema, criado pelo governo, causa transtornos para a população".


Veículo: Super Notícia
Data: 21 de Junho de 2012